Informação sobre raiva, causas, sintomas e tratamento da raiva, identificando seu diagnóstico e as formas de transmissão, abordando a raiva em diversos animais, como o cão e contribuindo com dicas para irradicação deste problema de saúde.


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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Raiva, um problema de saúde pública

A raiva é um problema de saúde pública reconhecido há mais de 4000 anos. Nos últimos milénios da humanidade, a raiva tem preocupado e intimidado as pessoas, talvez porque seja uma doença relacionada com um contato doloroso com um animal furioso, ou talvez porque esta doença possa transformar um animal, bom companheiro, num animal agressivo e imprevisível. Mas a causa raiz desse medo é certamente o facto de que a raiva é fatal. Dependendo do ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a raiva no décimo ou décimo primeiro lugar no que diz respeito à mortalidade por todas as doenças infeciosas conhecidas, no mundo.
Distribuição de raiva humana reflete a distribuição da raiva animal, particularmente a raiva canina. Hoje, nos países em desenvolvimento, principalmente os localizados em África, Ásia e no subcontinente Índiano, a raiva canina é comum; e os cães são responsáveis por 95 a 98% dos casos de raiva humana. Nos países industrializados, onde a raiva canina é controlada, como no Canadá e nos Estados Unidos, os animais selvagens, como raposas, guaxinins, gambás e morcegos são reservatórios do virus da raiva.
A América do Norte, de acordo com as recomendações da OMS, implementou sistemas de monitoramento para observar a evolução da raiva.
Apesar de seu baixo impacto sobre esta parte do continente, a raiva humana e animal continua a ser uma preocupação constante para as autoridades. Sempre que uma pessoa é mordida por um animal selvagem ou doméstico, deve ser considerado como correndo risco de transmissão da raiva. Isto representa uma carga de trabalho importante para as partes interessadas de saúde. Alguns autores acreditam que um em dois norte-americanos será mordido por um animal pelo menos uma vez durante sua vida.
Desde os anos 90, na América do Norte, o morcego é o animal que tem desempenhado o papel mais importante na transmissão da doença para o Homem. A maior parte dos casos de raiva humana não foram associados a variantes de raiva em morcegos encontrados.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Animais de baixo risco para transmissão de raiva

Os seguintes roedores e lagomorfos (urbanos ou de criação) são considerados como de baixo risco para a transmissão da raiva:
  • ratazana de esgoto (Rattus norvegicus);
  • rato de telhado (Rattus rattus);
  • camundongo (Mus musculus);
  • cobaia ou porquinho-da-índia (Cavea porcellus);
  • hamster (Mesocricetus auratus); e
  • coelho (Oryetolagus cuniculus).

Manifestação de raiva nos animais

A raiva pode se manifestar em cães e gatos da seguinte forma:
  • fase furiosa: tendência à agressão, excitação, alteração do latido ou miado (rouco), sialorréia (salivação abundante), dificuldade de deglutir (hidrofobia), convulsão, paralisia, coma e morte;
  • fase paralítica: fotofobia, paralisia progressiva do corpo, dificuldade de deglutição, sialorréia, coma e morte.

Medidas que deve tomar em caso de agressão de animais transmissores de raiva

No caso de sofrer de agressão de animais transmissores de raiva deve tomar algumas medidas, nomeadamente:
  • limpar o mais rápido possível o ferimento após a agressão, com água corrente abundante e sabão ou outro detergente, de forma cuidadosa, visando eliminar a sujidade sem agravar o ferimento. A limpeza deve ser repetida na Unidade de Saúde, independente do tempo transcorrido. Em seguida, aplicar no ferimento anti-sépticos que inativem o vírus da raiva (povidine, clorexidine, álcooliodado);
  • procurar imediatamente atendimento em unidade de saúde, onde será realizado exame físico completo, avaliado o ferimento e adotado medidas de prevenção de acordo com as normas do ministério da saúde em relação à vacina e/ou soro, utilizando a Ficha de Atendimento Anti-Rábico Humano;
  • a maneira como ocorreu o acidente pode fornecer informações importantes sobre o estado de saúde do animal, o qual deverá ser observado por 10 dias (cães e gatos). Não agredir nem mal tratar o animal. Alimentá-lo devidamente. É importante saber sobre a procedência do animal, ou seja, se vive em área onde existem casos de raiva ou não.
Todo caso suspeito de raiva humana ou animal deve ser imediatamente notificado às secretarias de saúde municipal e estadual. Desta forma, poderão ser adotadas medidas urgentes para a proteção da população em risco, através da vacinação de cães, gatos, gados e da população humana, bem como soro-vacinar a população humana quando necessário e recomendado.

Controle da raiva em animais de estimação (cão e gato)

Para o efetivo controle da raiva nessas espécies, são necessárias uma série de atividades:
Realizar vacinação contra a raiva animal - campanha pelo menos uma vez por ano em cada município;  Manter posto de vacinação fixo contra a raiva, para aplicação da segunda dose em primovacinados, vacinação de gatos etc;  Apreender animais soltos às ruas e aceitar os doados, mantendo-os adequadamente (alimentação, água, higiene etc.), vacinando-os contra a raiva, quando são resgatados ou adotados;  Promover a eutanásia por método ético, dos animais que não se enquadrarem nos casos anteriores, quando indicado;  Enviar material para diagnóstico laboratorial da raiva em quantidade e periodicidade adequadas, distribuídos geograficamente, para uma avaliação da circulação do vírus rábico;  Efetuar Investigação Epidemiológica nos casos positivos de raiva, encaminhando as pessoas expostas para profilaxia;  Realizar Bloqueio de Foco com ações de vacinação focal e apreensão de animais errantes, no prazo de 72 horas (também nos casos de raiva em morcegos não hematófagos);  Promover a observação de cães ou gatos agressores (pelo proprietário/responsável ou canil), durante 10 dias a partir da data do acidente;  Promover a integração entre as áreas de controle animal e profilaxia da raiva humana;  Estimular o desenvolvimento de Ações de Educação e Promoção da Saúde, preconizando a posse responsável.