Informação sobre raiva, causas, sintomas e tratamento da raiva, identificando seu diagnóstico e as formas de transmissão, abordando a raiva em diversos animais, como o cão e contribuindo com dicas para irradicação deste problema de saúde.


Mostrando postagens com marcador cão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cão. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Controle da raiva em animais de estimação (cão e gato)

Para o efetivo controle da raiva nessas espécies, são necessárias uma série de atividades:
Realizar vacinação contra a raiva animal - campanha pelo menos uma vez por ano em cada município;  Manter posto de vacinação fixo contra a raiva, para aplicação da segunda dose em primovacinados, vacinação de gatos etc;  Apreender animais soltos às ruas e aceitar os doados, mantendo-os adequadamente (alimentação, água, higiene etc.), vacinando-os contra a raiva, quando são resgatados ou adotados;  Promover a eutanásia por método ético, dos animais que não se enquadrarem nos casos anteriores, quando indicado;  Enviar material para diagnóstico laboratorial da raiva em quantidade e periodicidade adequadas, distribuídos geograficamente, para uma avaliação da circulação do vírus rábico;  Efetuar Investigação Epidemiológica nos casos positivos de raiva, encaminhando as pessoas expostas para profilaxia;  Realizar Bloqueio de Foco com ações de vacinação focal e apreensão de animais errantes, no prazo de 72 horas (também nos casos de raiva em morcegos não hematófagos);  Promover a observação de cães ou gatos agressores (pelo proprietário/responsável ou canil), durante 10 dias a partir da data do acidente;  Promover a integração entre as áreas de controle animal e profilaxia da raiva humana;  Estimular o desenvolvimento de Ações de Educação e Promoção da Saúde, preconizando a posse responsável.

Tratamento da raiva canina

Alguns autores, afirmam, que não há nenhum tratamento favorável frente à raiva. Contudo, segundo outro, há casos de cura de animais clinicamente doentes de raiva e de um homem em 1970. Porém, a cura nesses casos não pôde ser atribuída a nenhum tratamento específico. Dessa forma o autor recomenda que, conhecendo-se o perigo para outros animais e o homem, os animais que são diagnosticados com a doença deverão ser submetidos à eutanásia. E que apenas para os humanos as vacinas anti-rábicas são indicadas para tratamento, além da utilização de soro anti-rábico homólogo ou heterólogo.

Sintomas de Raiva Muda, Silenciosa ou Atípica canina

Nesta forma ocorrem sinais indefinidos da doença, o animal se isola e vem a óbito sem diagnóstico clínico. Contudo, alguns autores caracterizam a forma muda com o predomínio de sintomas paralíticos. Outros autores, relatam que há casos de evolução atípica, caracterizados por gastrenterite ou espasmos. Ressaltam ainda, que na atualidade, predominam as formas menos características de raiva. No entanto, outros afirmam que essa é a forma menos predominante de apresentação dos sinais clínicos.

Sintomas de Raiva Paralítica canina

O período prodrômico desta fase costuma ser de um a dois dias. Nesse período os animais não querem locomover-se, apresentam hiporexia à anorexia e parecem diminuir o consumo de água. Mantém-se parados ou deitados somente se locomovendo se estimulados.
Existem relatos de que nessa fase os animais procuram locais escuros, tem sinais breves ou inexistentes de agressividade e ocorre paralisia.
Essa forma pode se iniciar com mudança de hábitos e marcha anormal e após um a dois dias ocorre paralisia, iniciando-se pelos membros pélvicos ou mandíbula. Segundo alguns autores a possibilidade da ocorrência da paralisia dos MTs antes da ocorrência da paralisia nos membros pélvicos ou mandíbula é incomum, porém pode ocorrer paralisia mandibular como primeiro sinal. O animal apresenta latido bitonal, se ainda conseguir latir; não consegue se alimentar e nem beber devido à paralisia mandibular e lingual.

Sintomas da Raiva Furiosa canina

Raiva Furiosa ocorre um período prodrômico que dura cerca de dois dias. Nesse período, o animal apresenta-se inquieto, com discreta ou aparente mudança de hábitos. Não atende ao chamado do dono, esconde-se e apresenta hiporexia à anorexia. Após esse período o animal apresenta-se agressivo podendo atacar outros animais, o homem ou qualquer coisa que se movimente. Isso acontece, porque ocorre a infecção do sistema límbico que é responsável pelo comportamento. Além da agressividade, o animal começa a caçar moscas imaginárias (botes e mordidas no ar); apresentam latido bitonal ou uivam tristemente; apresentam hidrofobia e sialorréia, devido à paralisia do nervo faríngeorecorrente; podem apresentar “delírio ambulatório” ou caminham sem rumo sempre em frente, sem se distrair e sem olhar para os lados, porém se é interrompido agride. A deambulação progride por cerca de dois dias e, o animal, pode ou não voltar para casa.
Outros sinais clínicos desta fase, como intensificação da sensibilidade a estímulos luminosos, sonoros e aéreos; paralisia que se inicia nos membros pélvicos, impossibilitando uma marcha reta, e que evolui posteriormente para outros músculos.
Ocasionalmente pode ocorrer febre, e a paralisia é aguda, progressiva e flácida, podendo ocorrer comprometimento dos nervos lombares e sacrais ocasionando constipação, tenesmo, parafimose em machos e gotejamento de urina.
A morte ocorre por paralisia da musculatura respiratória e do diafragma, e ocasionalmente pode ocorrer morte súbita do animal. Os animais podem apresentar períodos de paralisia intercalados com os de agressividade. Além disso, nos dois a três primeiros dias podem parecer estar melhores, inclusive com o desaparecimento dos sintomas e depois voltam a ficar agressivos. Geralmente não defecam durante os três ou mais dias do período patente. Pode ocorrer estrabismo convergente ou divergente, ou de um olho só.

Sintomas da raiva canina

A sintomatologia clínica da raiva canina é didaticamente dividida em três formas: raiva furiosa, raiva paralítica e raiva muda, silenciosa ou atípica (CORRÊA e CORRÊA, 1992; REICHMANN, 2000; BATISTA, FRANCO e ROEHE, 2007). FENNER et al (1992) consideram haver apenas duas formas de manifestações clínicas, a furiosa e a silenciosa ou paralítica.

Raiva em cães

A raiva é uma doença infecciosa produzida por um vírus filtrável e geralmente transmitida pela mordedura de cães infetados. Ataca todas as espécies domésticas e o homem. Entre os animais, os cães e os bovinos são os mais sensíveis. Está difundida por vários países, com exceção da Austrália, Bélgica, Dinamarca, Grã-Bretanha, Havaí, Holanda, Irlanda, Noruega, Suécia e Suíça. O vírus pode ser encontrado nas lágrimas, úbere, testículos, rins, fígado, pulmão e em grande quantidade no encéfalo, saliva e glândulas salivares dos animais doentes. Na saliva pode ser encontrado dias antes de se manifestarem os primeiros sintomas da moléstia. Caminhando geralmente pelos nervos, o vírus atinge o sistema nervoso central e daí se espalha pelo resto do corpo. O tempo decorrido da mordida ate o aparecimento dos primeiros sintomas é denominado período de incubação, que na raiva do cão varia de 8 dias até um ano, mas comumente é de 15 a 60 dias.
A doença pode se manifestar de duas maneiras: furiosa e paralítica, também chamada muda. A primeira, o animal muda de hábitos, fica inquieto, triste, troca freqüentemente de lugar, o apetite muitas vezes é conservado, mas o animal lambe os móveis, come terra e até mesmo seus próprios excrementos.
Nessa forma é ainda comum a mudança do timbre da voz, o animal parece ter um osso na garganta e muitas vezes o seu proprietário coloca a mão dentro de sua boca para ver se consegue localizar o osso, correndo, desta maneira, o risco de se contaminar. O cão pode fugir de casa e sair pelas ruas mordendo pessoas e outros animais. Na fase final sobrevém a paralisia do maxilar inferior (queixo) com escoamento de saliva em filamento (baba) e paralisia dos membros posteriores (cadeiras) .
Na forma muda ou paralítica, o cão pode apresentar somente tristeza, falta de apetite e finalmente a paralisia e morte. Deve-se ressaltar que o cão raivoso pode atender seu dono até ao final de sua vida.
A raiva pode ser confundida com uma série de doenças e seu diagnóstico clínico não é muito fácil, principalmente, se apresentar sintomas atípicos.
Somente um exame clínico, auxiliado com informações detalhadas do animal, fornecidas pelo seu proprietário, e uma observação cuidadosa poderão esclarecer as dúvidas .
O diagnóstico de laboratório é o método mais seguro para confirmar a morte do animal pela raiva. Instalada a doença, o animal não apresentará melhora alguma ou a cura.
Assim sendo, a melhor maneira, mas não a única, de evitá-la é a vacinação bem feita de todos os caninos. Aqui alertamos os proprietários sobre a eficiente vacinação, pois, denúncias nos chegam às mãos pela mensagem do Presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária de São Paulo (O Estado de São Paulo, 271 5173 - pág.38), que indivíduos inescrupulosos batem de porta em porta, aproveitando da boa fé da população, que conhece o perigo inexorável da raiva, inoculando água destilada, vacinas deteriorizadas e vencidas e, até mesmo, macerado de cérebro de boi colhido em matadouros. Para tais injeções, utilizam-se de seringas e agulhas não esterilizadas eficientemente e que servem como veiculadoras de outras moléstias além da raiva.
A população deve estar bem ciente do mal que tal fato representa para a saúde pública, pois os cães vacinados em tais circunstâncias não estarão imunizados contra a moléstia.